Recentemente fui cancelado!
Muito doido escrever isso. Principalmente quando penso que comecei a me dedicar de verdade às redes sociais há aproximadamente seis meses.
Quando comecei, sabia que isso poderia acontecer em algum momento. Afinal, quando você decide se expor, dar opinião e defender aquilo em que acredita, existe sempre a possibilidade de desagradar alguém. Só não imaginava que aconteceria tão “cedo”.
Mas, pensando bem, talvez nem tenha sido tão cedo assim.
Quem me conhece mais de perto sabe o quanto eu mergulhei de cabeça nesse projeto. Não apenas em aparecer, mas em tentar entender como funciona esse universo, estudar, produzir conteúdo e descobrir qual espaço eu queria ocupar por aqui.
Não poderia ser diferente. Quando alguma coisa desperta meu interesse, eu realmente corro atrás. Como diria Mila: entrei no modo hiperfoco.
E aí veio o primeiro cancelamento.
De início, é uma sensação muito estranha. De repente, uma postagem chama mais atenção do que várias outras nas quais você colocou muito mais tempo, estudo e esforço.
E algumas perguntas inevitavelmente aparecem:
“Será que essas pessoas viram os outros posts?”
“Será que entenderam o contexto?”
“Será que conhecem o que venho construindo?”
“Será que me conhecem?”
Mas percebi que, no fundo, nenhuma dessas perguntas importa tanto.
Quando você escolhe se expor, escolhe também ser interpretado.
E nem sempre da forma como gostaria. As pessoas podem gostar ou não do que você publica. Podem acompanhar seis meses do que você construiu ou conhecer você por um único post. Faz parte do “jogo”.
Tenho uma equipe de assessoria que toca esse projeto comigo. Jaque e Duda me acompanham bem de perto e me ajudam a transformar tudo isso em algo que realmente faça sentido não apenas para crescer nas redes, mas para construir alguma coisa relevante.
Meu objetivo continua sendo compartilhar conhecimento, provocar boas discussões e, principalmente, fazer tudo isso respeitando os limites éticos que considero fundamentais dentro da medicina.
Quando a situação aconteceu, Jaque e Duda ficaram preocupadas comigo.
Mas acho que quem mais sentiu foi Mila.
Ela ficou realmente angustiada. E eu entendo…
Quando alguém que você ama é criticado, principalmente quando você acompanha de perto tudo o que existe por trás daquilo, surge uma sensação enorme de injustiça.
E, curiosamente, quem está no centro da situação também passa por tudo isso.
O peito aperta.
Você pensa em responder.
Depois pensa em apagar a postagem.
Depois quer escrever outra explicando tudo.
Depois pensa: “quer saber? Vou postar ainda mais sobre isso.”
Passei por todas essas fases. Mas, no fim, percebi que precisava fazer algo mais simples.
Parar e revisar.
Rever o que eu tinha feito.
Reavaliar o que eu tinha falado.
Olhar para mim mesmo e perguntar:
“Isso continua de acordo com aquilo em que eu acredito?”
“Eu faria diferente?”
“Existe alguma coisa aqui que eu preciso aprender?”
Acho que esse é o ponto mais importante. Porque ser criticado não significa automaticamente que você está errado. Mas também não significa automaticamente que você está certo. É preciso ter maturidade para ouvir, revisar e reconhecer quando existe algo a melhorar.
E, depois disso, se você continua acreditando que aquilo está alinhado com seus valores e com o propósito do que está construindo… siga.
Sem precisar convencer todo mundo. Essa provavelmente foi a primeira vez. E muito possivelmente não será a última.
Curiosamente, entender isso me deixa mais leve. Eu continuo aqui. Feliz com tudo o que construímos em apenas seis meses e, principalmente, animado com tudo o que ainda existe pela frente.
Porque nunca foi sobre viralizar.
Nunca foi sobre fazer um post explodir.
É sobre construir um projeto com propósito.
Um projeto que me faça querer continuar aparecendo aqui, ensinando, aprendendo, errando, corrigindo e compartilhando aquilo em que acredito.
E se existe uma coisa que esses primeiros seis meses me ensinaram é que construção de verdade não acontece em um post.
Acontece na constância.
Na persistência.
E na disposição de continuar mesmo quando, eventualmente, algumas pessoas não gostarem do caminho que você escolheu.
Eu sigo por aqui.
E tenho a sensação de que isso tudo ainda está só começando.

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